Se por um lado a Associação Paranaense de Suinocultores (APS) está satisfeita com a decisão da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), por outro a entidade está receosa com o atual momento dos produtores. Com o preço do milho nas alturas há vários meses, eles continuam com extrema dificuldade para engordar os animais e manter os custos de produção em valores razoáveis para a atividade. Hoje, produzir um quilo do animal custa praticamente o mesmo de vendê-lo, o que inviabiliza a atividade.
O presidente da APS, Jacir José Dariva, comenta que a maioria dos associados está na expectativa de que o ano termine logo "para que os prejuízos não aumentem". Segundo ele, a preocupação agora está na paralisação das integradoras, o que deixaria muitos suinocultores em situação complicada. "Se abatedouros e integradoras começarem a parar a atividade, aí o impacto será muito mais forte, inclusive na vida das pessoas que trabalham nesses locais. Um problema não apenas econômico, mas também social", relata Dariva.
Ele não tem dúvidas que o governo federal "pecou de maneira absurda" no momento em que não regulou o mercado de milho no País nesta safra. Segundo ele, o suinocultor paranaense está pagando até R$ 60 pela saca. "Além de preço exorbitante, o produtor não consegue adquirir o milho prontamente. Está virando quase um problema de segurança alimentar. Todos têm que estar cientes que além da soja e milho, as atividades como frango e suíno são muito importantes para o nosso Estado", afirma. (V.L.)

mockup