Sites reúnem dados financeiros
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segunda-feira, 06 de novembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Embora ainda haja muito temor em relação às operações financeiras realizadas por meio eletrônico, o número de serviços oferecidos continua crescendo na rede. A novidade do momento são os serviços criados por alguns portais financeiros que agregam em um só ambiente da Internet saldos de conta corrente, cartão de crédito, poupança, investimentos, FGTS e conta telefônica, além de mensagens de e-mail, etc. Mas até onde a comodidade prometida por essas ferramentas modernas são convenientes e seguras para o cidadão?
Os responsáveis pelos sites alegam que o programa é protegido por um forte sistema de segurança e que não há o que temer. Mas ocorre que, para ter acesso ao serviço agregador de contas, os clientes precisam cadastrar todos os seus dados pessoais no site.
No caso de conta bancária, por exemplo, é preciso informar o número da conta e a senha que dá acesso a ela. Augusto Medeiros, gerente de Produtos de Internet do InvestShop, diz que ninguém do site tem acesso a essa senha. Tudo é criptografado, garante.
O cliente cria sua própria carteira, ou seja, escolhe quais as informações que deseja receber naquele ambiente, se saldo de conta corrente, cartão de crédito, etc.
Uma vez cadastrados os dados, o cliente pode consultar todas as informações de uma só vez. Quando ele entrar no site e informar o nome do usuário e a senha, todas as informações, de diferentes instituições, estarão disponíveis na sua tela.
O IG Finance optou por um serviço em que o interessado não tem a necessidade de informar sua senha. Por isso, a única opção é a carteira de investimentos. Basta informar o tipo e o valor de aplicação (fundos, poupança ou ações).
O site financeiro Patagon, por sua vez, resolveu esperar mais um tempo para oferecer o serviço. Segundo Michael Esrubilsky, diretor do site no Brasil,
ainda não é possível garantir a segurança dos clientes.
Para Orli Machado, da C&M Software, o Brasil ainda não tem como reconhecer assinatura digital, o que exigiria um cartório especializado. Machado diz que, nesses casos, o que acaba valendo é a idoneidade da empresa e a confiança que o cliente tem nela.


