Quem deixar para fazer pesquisa de preço no site da Agência Nacional de Petróleo (ANP) antes de sair de casa para abastecer seus veículos, pode ter uma surpresa ao chegar ao posto escolhido. Em alguns deles, ontem os preços nas bombas já não eram os mesmos divulgados no site anteontem.
No Posto Moringão, o proprietário Sérgio Senise ficou surpreso ao saber que o site (www.anp.gov.br) divulgava o preço da gasolina de seu posto a R$ 1,675 o litro. ‘‘Pretendo consultar um advogado para ver o que fazer, porque isso pode prejudicar meus negócios’’, justificou. Ele disse que comprou o posto recentemente e só ontem assumiu os negócios, praticando uma margem de R$ 0,15 por litro na venda de gasolina, que estava R$ 1,575. O litro do álcool era R$ 1,079, mesmo valor divulgado no site. Mas Senise adiantou que hoje baixará o preço para R$ 0,99.
Também no Posto RMS, álcool e gasolina estavam mais baratos ontem. De R$ 1,58 divulgado no site, o preço foi para R$ 1,539, ontem. O álcool baixou de R$ 1,060 para R$ 0,99. ‘‘Conforme a companhia dá o desconto, nós baixamos o preço’’, disse o gerente José Carlos Moraes.
No Posto Sumatra, os preços ontem eram os mesmos que constavam no site. O proprietário Altevir Nakahara informou que baixou os preços semana passada, para poder competir com os concorrentes.
Com o sobe e desce dos preços, alguns consumidores acabam mudando de hábito para tentar se proteger. A auxiliar de biblioteca Patrícia Teixeira há tempos não enche o tanque de seu carro. ‘‘Coloco pouca gasolina porque cada dia está um preço.’’
Outros consumidores até desistem de pesquisar. O estudante Orlando Tomazoni não acessou o site da ANP antes de sair de casa ontem para encher o tanque de seu veículo. Também não percorreu postos em busca do menor preço. ‘‘A diferença entre os preços é pequena e não vale a pena passar de posto em posto. Às vezes, quando vejo um preço menor do que o que tinha pago anteriormente, paro e abasteço’’.
Técnicos de empresas contratadas pela ANP visitaram 39 postos em Londrina no período de 21 a 26 de agosto. Do total, 36 estavam praticando margens de lucro acima de R$ 0,15 por litro, valor máximo recomendado pelo governo.

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