Apesar de todo o marketing e toda tecnologia embutida nas ofertas de cartões para adolescentes, muitos deles continuam recebendo a mesada tradicional e não se incomodam. A estudante Giovanna Bertipaglia Marçal, 17 anos, por exemplo, recebe a mesada em dinheiro e está satisfeita. ''Acho que gastaria mais se recebesse a mesada em forma de cartão. Além disso, acho o dinheiro mais prático'', avaliou Giovanna.
Bastante organizada financeiramente, a estudante contou que parte da mesada deixa guardada com a mãe, para que no futuro possa fazer alguma aplicação bancária. ''Quero ter muitas coisas que precisam de dinheiro e sei que preciso poupar para consegui-las'', afirmou a jovem. Giovanna contou que adora livros que ensinam como poupar dinheiro. ''Eu já entendi que o hábito é muito importante, a quantidade não faz muita diferença, mas a disciplina de poupar sim''.
Orgulhosa da filha, a autônoma Eliana Bertipaglia Marçal, comentou que desde que os filhos eram pequenos procura ensiná-los a lidar com o dinheiro. ''Eles começaram a lidar com o dinheiro muito cedo, desde criança eles iam ao banco para pagar algumas contas para mim e foram aprendendo que não se deve gastar mais do que se ganha'', afirmou. Quanto à mesada, Eliana comentou que prefere a opção do dinheiro ''vivo'', pois é mais prática. Apesar disso, como viaja muito, Eliana deixa um cartão de crédito em seu nome com a filha para eventuais necessidades. (E.Z)

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