Sistema tem vantagens para o empresário
Para o professor Rene Eugenio Seifert Júnior, de Comércio Exterior, da Unicemp, a logística de terceirizar a armazenagem não era muito difundida no empresariado nacional por causa do protecionismo da economia brasileira, que vigorou até o fim da década de 80. A internacionalização da economia iniciou a partir da década de 90, quando o Brasil passou a ter crescimento e desenvolvimento das relações internacionais.
As modalidades de importação e exportação de mercadorias também estão passando por esse processo de crescimento, basta ver os seguidos superávits que o País vem obtendo no comércio exterior, afirma Seifert.
Para o professor, a armazenagem alfandegada oferece algumas vantagens ao empresário, além da possibilidade do escalonamento do despacho aduaneiro, o que dispensa a antecipação do pagamento de impostos e taxas de importação e exportação de uma só vez. Ele destaca a importação em consignação, sem ônus para o importador. O empresário negocia com o fornecedor de outro país o envio de um volume maior de mercadoria, mas ele se compromete a pagar apenas o que vai vender.
Segundo Seifert, o empresário pode pedir, na Receita Federal, a suspensão de impostos, tributos e também do câmbio. Dessa forma, a mercadoria fica ''sob controle fiscal'', explica. ''A mercadoria fica como se estivesse no exterior, e o empresário fecharia o câmbio e quitaria os impostos que incidiriam somente sobre o volume retirado.
Seifert esclarece que essas modalidades ainda são pouco divulgadas para o empresariado nacional, sendo mais conhecidas pelas multinacionais que utilizam a logística para o trabalho ''just in time''. Nas operações de importação e exportação, as multinacionais trabalham com os insumos à disposição na hora que precisam deles.
Outra facilidade, permitida via armazéns alfandegados, segundo o professsor, são as mercadorias ''entrepostadas'', para exposição em feiras. Essas mercadorias são importadas sem ônus e o câmbio e impostos só serão definidos se houver negócio. (V.C.)





