Sistema pode gerar descasamento no caixa de empresa
O novo SPB poderá gerar descasamento no caixa das empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, segundo dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
As empresas terão duas alternativas a partir da implantação do SPB, uma é continuar emitindo cheques a partir de R$ 5 milhões para pagamentos a fornecedores, por exemplo, e pagar tarifas mais altas por isso. Outra, é fazer a transferência em tempo real por meio da TED (Transferência Eletrônica Disponível).
Segundo o diretor de Negócios na Área Financeira da Novabase do Brasil, empresa especializada em soluções tecnológicas, Altair Assis, as companhias preparadas para o novo sistema suportarão bem a mudança. Já aquelas que não compreenderem os impactos decorrentes do SPB e não se prepararem poderão ter alguns problemas.
Um dos problemas, principalmente para as empresas de menor porte, é quando elas recebem em vários cheques de valores inferiores a R$ 5 millhões, e precisam efetuar pagamento de alto valor. Neste caso, pode haver um descasamento em seu caixa. A Fiesp estima que esse descasamento deve provocar perdas mensais de R$ 1,3 bilhão no capital de giro das empresas.
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse que esse descasamento só acontecerá se ninguém se adaptar às mudanças. Na prática não acontece dessa forma. Há todo um processo de adaptação que está acontecendo, do lado das empresas e dos bancos, disse ele, acrescentando que com o processo de transição para o novo sistema o custo desaparece.





