Sistema funciona bem em Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de abril de 1997
Bete Fagundes 
O sistema de telefonia celular funciona desde 1992 em Londrina, e funciona bem. A Sercomtel S/A Telecomunicações registra índices de congestionamento (ou interrupções) sempre inferiores a 1% (a média nacional é de 4,43%) e um número insignificante de reclamações.
Walter Campanelli Junior, diretor de Marketing e Serviços da empresa, cita alguns pontos que favorecem muito a telefonia em Londrina. Começa dizendo que o fato de atender a uma única cidade estreita a relação empresa-usuário. Aqui, se o cliente não está satisfeito com o serviço, ele procura a empresa, a diretoria da empresa, ou busca outros veículos - como Prefeitura, Câmara - para cobrar, agilizar algum processo. O poder decisório está aqui, comenta.
Segundo ele, contribui também uma das características de Londrina de ser relativamente homogênea em negócios e classes sociais. Campanelli recorre a declarações de um representante dos setores comercial e industrial da cidade para destacar que a diversificação do município, na base econômica, gera tranquilidade. Um município voltado só para a indústria do vestuário, por exemplo, vive em estado de alerta.
Campanelli fala ainda que a Sercomtel é empresa jovem, que nunca interrompeu o seu fluxo de investimentos em celular e que hoje conta com uma tecnologia que só facilita a prestação de serviços. A oferta de celular é maior que a demanda em Londrina. E somando o celular e o telefone fixo, o número já chega a 32 aparelhos para cada 100 habitantes.
Nós fazemos diferente do Sistema Telebrás, comenta o diretor. Não acumulamos a demanda; à medida que ela vai surgindo, vamos expandindo os serviços. Hoje, quem pede um telefone em Londrina, é atendido (sem fila) em quase todas as regiões e pode até optar pelo celular, serviço de voz (telefone virtual) ou monocell (celular que funciona em uma célula; não circula).


