Sistema conta com nove fontes de informação
Brasília - Atualmente, o Big Brother tem nove fontes de informações: as declarações de impostos, os informativos de pagamento de impostos por parte das empresas, as transações imobiliárias, a movimentação financeira, os registros no Renavan, os registros de aeronaves no Departamento de Aviação Comercial, os registros de embarcações nas Capitanias dos Portos, os cartões de crédito e uma nona fonte, sigilosa, que são as investigações da área de Inteligência da Receita.
Graças à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, neste ano o Big Brother recebeu também informações sobre as remessas e recebimentos de dinheiro do exterior por meio das contas CC-5, que são contas bancárias abertas no Brasil por não-residentes no País, referentes ao período de 1998 a 2002.
O Big Brother pega essa maçaroca de dados e junta informações por meio de ''redes neurais'' criadas com a ajuda de auditores. Um fiscal experiente, ao pegar uma declaração de Imposto de Renda, por exemplo, sabe o que deve ser conferido para verificar se ela está correta. Vai, por exemplo, verificar se os pagamentos de despesas médicas conferem com as informações fornecidas pelo médico. Se a renda dessa pessoa é compatível com os gastos com cartão de crédito, compras de imóveis e automóveis. Se o que ela declara ter recolhido de IR na fonte confere com os valores informados pelas fontes pagadoras. Isso tudo foi ''ensinado'' ao Big Brother. As ''redes neurais'' são ''raciocínios'' de fiscais de carne e osso transformados em programas.
Segundo Souza, o Big Brother é capaz de ler uma declaração de pessoa física ou jurídica, detectar o que parece errado e buscar informações que confirmem ou não suas ''suspeitas''. Quanto maior a diversidade de informações, mais sofisticados são os resultados. ''O Big Brother sabe analisar balanços de empresas e me dizer, por exemplo, se o nível de endividamento dela é compatível com o de outras empresas do mesmo setor'', disse o secretário. ''Hoje, com esses recursos, é muito raro um fiscal visitar uma empresa e não sair com um auto de infração.''





