RIO - O consórcio formado pelos grupos Votorantim e Anglo-American para disputar a Companhia Vale do Rio Doce no leilão de privatização do dia 29 ganhou ontem a adesão oficial de dois fundos de pensão, o Centrus, dos funcionários do Banco Central, e a Sistel, dos funcionários da Telebras. A decisão do Centrus já era esperada, mas o anúncio surpreendeu porque a Sistel, até a última quarta-feira, integrava o grupo de fundações que negociavam com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) a formação de um segundo consórcio para arrematar a Vale.
Segundo informações obtidas junto à Fundação da Telebras, a mudança ocorreu porque a Sistel decidiu não entrar com dinheiro no leilão da Vale. ‘‘Se fechássemos com a CSN, precisaríamos aportar recursos e não desejamos isso’’, informou a assessoria do fundo. ‘‘Queremos entrar exclusivamente com a participação que já detemos, de 0,80% das ações ordinárias da Vale.’’ A diretoria de investimentos e finanças do fundo da Telebras está em contato com o grupo Votorantim, acertando detalhes para assinatura do acordo de acionistas.
A decisão da Sistel não enfraqueceu o grupo de fundos que negociam com a CSN, liderados pelo Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, conforme afirmaram executivos dessas fundações. ‘‘Ao contrário, foi até positivo, porque mostra que ainda há tempo para mudarmos’’, afirmou o presidente de um dos fundos de pensão.
Ele acrescentou no entanto, que não há tendência de aderirem ao consórcio do Votorantim. O executivo confirmou que a saída da Sistel foi provocada pela decisão do fundo da Telebras em não aportar dinheiro no leilão.

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