Sintracon pede suspensão da alta programada ao INSS
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domingo, 17 de maio de 2009
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina (Sintracon) vai reivindicar a suspensão da alta programada, implantada pelo INSS em 2005. Segundo o presidente do Sintracon, Denílson Pestana, até 2005, quando um trabalhador se acidentava, por exemplo, o auxílio-doença acidental era concedido por tempo indeterminado, até que a pessoa se recuperasse.
''Agora, com a alta programada, o trabalhador já sai com data marcada para sarar'', contesta o representante sindical. Ele frisa que, a partir de 2005, depois da primeira licença remunerada pelo INSS, mesmo que um médico diga que o trabalhador ainda não está recuperado, dificilmente a perícia estende a licença. ''Com isso, a empresa não aceita o trabalhador porque ele não tem condições de trabalhar, então não paga o salário; e o INSS não paga o auxílio-doença porque a perícia não prorrogou a licença'', explica Pestana.
Conforme ele, após inúmeras denúncias feitas ao sindicato por trabalhadores que estão nessa situação, a entidade decidiu entrar com uma ação na Justiça Federal pedindo a suspensão da alta programada. No sábado, o sindicato realizou uma manifestação no Calçadão, em Londrina, e pretende estender o protesto para outras regiões. Em Londrina e região existem cerca de 5 mil trabalhadores no setor.


