Sinregás quer acabar com comércio irregular
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quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
No Paraná, há cerca de 2 mil revendedores de gás de cozinha e 8 mil irregulares ou clandestinos; em Londrina, são 100 revendedores legais e cerca de 700 ilegais. No entanto, esse mercado está na mira de órgãos oficiais como o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado do Paraná (Sinregás-PR), Ministério Público e Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ontem, o sindicato promoveu palestra em Londrina para informar os comerciantes sobre as mudanças e adequações que serão exigidas por lei, a venda clandestina e o recadastramento dos revendedores que será realizado a partir do próximo ano.
A reunião ocorreu no Hotel Bristol e contou com a participação de cerca de 60 revendedores de toda a região. ''Trouxemos informações sobre as leis e portarias da ANP, que normatiza a instalação de revendas. No Paraná, a maioria dos revendedores não seguem essas normativas'', argumentou José Luiz Rocha, presidente do Sinregás-PR. Segundo ele, não estão enquadrados no comércio legal, inclusive, mercadinhos e padarias que expõem os botijões em calçadas ou em locais não adequados. A multa para os comerciantes que não estão instalados corretamente pode variar de R$ 50 mil a R$ 5 milhões.
Além disso, vender gás irregularmente é considerado crime com pena variável de um a cinco anos de prisão. ''Mas o principal problema da venda irregular é que a segurança do consumidor e da população é colocada em risco'', salientou Rocha. Para minimizar os riscos do comércio, a ANP deve fazer um recadastramento das revendas paranaenses a partir do próximo ano. A partir deste procedimento todos terão que se adequar às normativas da agência. Este mesmo recadastramento já foi realizado no Rio Grande do Sul e está em andamento em São Paulo, Pará, Maranhão, Piauí e Distrito Federal.
De acordo com Rocha, na hora de comprar um botijão, é importante que os consumidores observem atentamente a padronização das revendas, com a sua bandeira e os produtos comercializados. O lacre, o botijão e o informativo afixado sobre o produto também devem ser da mesma marca. ''Além disso, o consumidor deve exigir que o botijão seja pesado no momento da compra porque há muita adulteração. Muitos botijões estão sendo vendidos com peso menor'', informou.


