Sindserv cogita financiar PR-445 via Caapsml
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sábado, 04 de julho de 2015
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) participou ontem de um debate público que envolveu diversas entidades da sociedade civil organizada, vereadores, deputados estaduais e federais e a população para discutir os desafios da duplicação da PR-445 por meio de uma concessão ao Município referente ao trecho de 79 quilômetros entre Londrina e Mauá da Serra, no Norte do Paraná.
Na semana passada, formou-se um grupo de trabalho para discutir questões técnicas e possíveis modelos de financiamento para a duplicação. Por parte do Município, compõem o grupo o secretário-chefe de gabinete, Márcio Stamm, e o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi. Já os representantes do governo do Estado - que ontem não compareceram ao debate promovido pela rádio CBN serão chefiados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A equipe será formada quando a Secretaria Estadual de Infraestrutura formalizar a parceria com a cidade, o que pode acontecer ainda esta semana. A expectativa é que o trabalho seja concluído em 120 dias.
Kireeff lembrou que foi no segundo EncontrosFolha acerca da demanda de logística da região, promovido pelo Grupo Folha em setembro de 2014, que a possibilidade de duplicação da PR-445 começou a ganhar espaço. "Os debates promovidos auxiliaram muito neste sentido." "Agora, esperamos que sejam feitos os trabalhos conjuntos com o governo do Estado e, de forma paralela, que haja um grupo composto pelo Legislativo municipal, representantes estaduais, federais e a sociedade civil organizada, para que todos tenham a possibilidade de contribuir com o aprofundamento dos estudos preliminares", disse ele.
Durante o debate, o prefeito apresentou tais estudos, expondo inclusive dois possíveis modelos de financiamento caso a Assembleia Legislativa do Estado aprove uma lei específica para que a cidade possa gerenciar a duplicação rodovia. O investimento necessário gira em torno de R$ 210 milhões, mas Londrina tem capacidade de contratar até um R$ 1 bilhão em financiamentos. O modelo tradicional é captação de financiamento em bancos e depois o pagamento por meio da receita do pedágio municipal, que os estudos preliminares apontam valores entre R$ 4,50 e R$ 5,50. "O segundo modelo poderia conferir esse direito de propriedade de duplicação para a Caapsml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina) e outros fundos de pensão que buscam possibilidades de investimentos rentáveis, desonerando o tesouro municipal e dando equilíbrio à própria Caapsml. Quero deixar bem claro que não se envolve a Caapsml sem a aprovação dos trabalhadores. O dinheiro é deles, e são eles que têm a competência para dirigir os recursos para benefício deles."
O presidente do Sindicato dos Servidores (Sindserv), Marcelo Urbaneja, falou em nome dos trabalhadores e disse que a administração atual "tem no mínimo crédito para debater a situação" junto aos servidores. "Todas as propostas aqui expostas deverão ser analisadas e discutidas. Me agrada a ideia que estamos gerando recursos para o município, já que através do pedágio municipal iremos pagar o empréstimo. Temos que no mínimo sentar com toda a transparência e tranquilidade, discutir com os servidores, que nunca deixaram de ajudar a cidade", salientou.
Diversas entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) - defenderam que uma comissão visite o governador, Beto Richa (PSDB), para deixar bem claro a força do movimento e os trabalhos que estão sendo realizados. "Precisamos expor as ideias e pressionar para que essa lei saia o mais rápido possível", concluiu o presidente da OAB Londrina, Artur Piancastelli.


