Sindivest pede custo com INSS reduzido
A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindivest) de Curitiba, Luciana Bechara, afirma que as recentes medidas tomadas pelo governo federal, como a desoneração da folha de pagamentos, não atendem a todo o setor. Segundo a dirigente, o ideal seria ocorrer um corte no valor pago pelas empresas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), assim como ocorreu com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os fabricantes do segmento automotivo.
O economista Roberto Zurcher, da Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep), concorda que é preciso mexer na alíquota ou na quantidade de impostos pagos pelos setores de vestuário e têxtil. Ele considera que a desoneração da folha e o aumento da alíquota de importação para tecidos e roupas são um começo. ''Mas é preciso evitar cair no protecionismo.''
Luciana afirma que a desoneração da folha não resolve, porque atende apenas produtores que têm custo com funcionários de mais de 20% do faturamento. Para micro e pequenas empresas é ainda pior. Ela diz que os impostos em cascata chegam a 40% do custo final do produto, enquanto artigos chineses pagam 20% para entrar no País. ''Os tributos não deveriam tirar mais do que 5%, porque nenhum sócio consegue ficar com 10% para poder reinvestir no negócio.'' (F.G.)





