Curitiba - Os funcionários da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) da Petrobras, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, oficializaram ontem no Ministério Público do Trabalho (MPT) uma denúncia de que há falta de servidores para trabalhar no local.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC), Silvaney Bernardi, com a falta de profissionais, alguns trabalhadores que têm jornada máxima de 8 horas chegam a fazer 16 horas em um mesmo turno. Segundo ele, hoje a refinaria tem 950 trabalhadores e seriam necessários mais 500. "É cada vez mais comum os trabalhadores fazerem 16 horas e não 8 horas", afirmou. Com isso, segundo o sindicalista, não tem sido possível deslocar trabalhadores para os treinamentos.
Bernardi explicou que, devido ao nível de complexidade do trabalho, seriam necessárias novas contratações, principalmente de técnicos de operação, técnicos químicos, profissionais de manutenção, de segurança industrial e de saúde ocupacional.
De acordo com ele, com a ampliação da Repar, que começou em 2006, a situação piorou. Para protestar contra a falta de profissionais, os trabalhadores fizeram uma paralisação de 24 horas, que começou na segunda-feira às 23h30. Segundo Bernardi, quase a totalidade dos trabalhadores operacionais aderiram à paralisação e também 40% do pessoal do setor administrativo.
O MPT confirmou que recebeu a denúncia ontem e deve abrir um procedimento investigatório, no qual será designado um procurador para acompanhar o caso. Ontem, dois procuradores do MPT foram à Repar para verificar a situação dos trabalhadores.
A Petrobras informou, em nota, que mantém seu efetivo adequado e compatível com o crescimento da refinaria. Esclareceu ainda que, em paralisações de funcionários, tem como prática tomar todas as medidas necessárias para garantir a normalidade das operações da companhia, de forma que não ocorra qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado.

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