Sindipeças inicia negociação
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
Agência FolhaDe São Paulo 
A campanha salarial dos trabalhadores do setor de autopeças começa a ser negociada amanhã. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) marcou para esse dia a primeira reunião de negociação com a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Além da campanha salarial, os representantes das duas partes devem discutir o impacto da crise energética no setor, que provocou queda na produção e vendas. Apesar de já ter declarado a intenção de fechar um acordo de banco de horas com a CUT, o plano ainda não foi oficializado para os representantes sindicais.
Segundo o secretário-geral da CUT, Carlos Alberto Grana, o comunicado do Sindipeças diz que a pauta da reunião será a campanha salarial e a crise energética. Não nos falaram nada sobre banco de horas ainda. Mas o negociador de relações trabalhistas do Sindipeças, Dráusio Rangel, já admitiu que o plano do setor é estender o mesmo acordo fechado com a Força Sindical na semana passada para a base da CUT. Segundo ele, o banco de horas é o melhor instrumento para enfrentar a crise de racionamento e a queda nas vendas sem fazer demissões.
O banco de horas estaria em vigor durante o período de racionamento. Nesse período, as empresas pagarão o salário integral dos trabalhadores, sem contar os dias parados, que entrarão no banco de horas em forma de crédito para o setor patronal. Quando acabar o racionamento, os funcionários terão de pagar uma hora de trabalho para cada hora compensada.
Diferentemente da Força Sindical, a CUT deve oferecer resistência à assinatura do acordo de banco de horas. Não concordamos com a criação do banco de horas. O trabalhador seria prejudicado duas vezes. A culpa do racionamento é do governo. O trabalhador corre risco de desemprego e ainda tem de compensar queda de produção com horas de serviço, disse Grana.


