Sindimetal pede restituição de adicional de 10% do FGTS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de julho de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A direção do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Londrina (Sindimetal) anunciou ontem que vai pedir a restituição dos valores referentes à contribuição adicional de 10%, em demissões sem justa causa, sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), recolhidos desde julho de 2012. Segundo contas da entidade, o valor cobrado indevidamente até o fim do primeiro semestre deste ano chega a R$ 3,250 bilhões no País, a R$ 200 milhões no Paraná e a R$ 15 milhões em Londrina, entre indústria, comércio e serviços.
A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 3 a extinção da contribuição, que desde 2001 servia para cobrir o rombo no FGTS causado por perdas no fundo durante os planos econômicos Verão e Collor 1. O deficit foi coberto em julho de 2012, mas o recolhimento, que normalmente é de 40%, continuou a ser de 50%.
Presidente do Sindimetal, Valter Orsi, afirmou ontem que enviou um ofício para o conselho curador do FGTS, ao Ministério da Previdência Social e à Caixa Econômica Federal. Ele solicita a imediata sanção da presidente Dilma Rousseff ao projeto aprovado pela Câmara e a devolução dos valores cobrados desde julho de 2012, corrigidos pelo mesmo índice usado no Fundo de Garantia. "Caso não seja atendido, o Sindimetal vai orientar uma ação conjunta dos associados para pedir a restituição na Justiça."
Orsi acredita que, como o País vive um momento de manifestações populares, as respostas precisam ser ágeis. Ele lembra que os empresários têm sofrido com a falta de competitividade no mercado e que a restituição dos valores será bem-vinda. "Quero entender que esse dinheiro está disponível como superavit no FGTS, pronto para devolução", diz.


