Sindigás desconhece aumento de preços
Procurado pela reportagem, o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, afirmou que desconhece os aumentos repassados pelas distribuidoras. ''O preço não é controlado (pelo governo), mas acompanhado. Não há valores ou índices determinados para aumento de preço e, por isso, o custo é diferente entre as distribuidoras'', comenta. Ele acrescentou que há cinco anos o preço do GLP foi mantido estável, apesar dos aumentos do óleo diesel, do salário mínimo, da energia elétrica e do aço. ''Ninguém combinou aumento de preço, mas acredito que as distribuidoras estejam buscando uma recomposição devido ao reajuste dos insumos'', avalia.
Considerando uma típica família brasileira - estimada em 3,7 pessoas por residência pelo IBGE - e a duração de um botijão de 13 quilos entre 45 e 49 dias, o preço diário do GLP seria de menos de R$ 0,22 por dia por habitante. ''É a tarifa mais baixa que o brasileiro paga'', salienta Mello. Ele também diz não acreditar que as distribuidoras estejam tentando eliminar as revendoras. ''Seria matar a galinha dos ovos de ouro'. Isso pode até ocorrer em algum caso pontual, não de forma generalizada; seria um suicídio'', argumenta. ''Acho até legítimo (a ação judicial), mas uma pena que eles (Sinregás) adotem a via legal. Com uma conversa, isso poderia ser resolvido'', garantiu. (F.M.)





