Sindicombustíveis quer maior atuação do MP
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terça-feira, 13 de março de 2001
Vânia CasadoDe Curitiba 
O presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, afirmou ontem que a entidade vai cobrar uma ação mais efetiva do Ministério Público para moralizar o setor de revenda de combustíveis no Paraná. O anúncio foi feito ontem, após Fregonese ser informado que não vai haver prorrogação da CPI dos Combustíveis. Os revendedores, filiados ao sindicado, estão preocupados com o fim da CPI, porque já começam a surgir vários fatos que podem tumultuar novamente o setor de revenda.
Ontem, pela manhã, uma comissão de revendedores, liderada por Fregonese, esteve com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, que informou sobre a inviabilidade regimental da casa em prosseguir com a CPI. O relator da comissão, deputado Tony Garcia, vai propor formação de nova CPI assim que o relatório final for apresentado no próximo dia 15. Segundo o presidente da Comissão dos Combustíveis, deputado Durval Amaral, o relatório promete indiciar várias empresas por sonegação fiscal, dumping e adulteração de combustíveis. O resultado será enviado ao MP no mesmo dia.
Entre os fatos que preocupam os revendedores, Fregonese citou a prática de preço abaixo do custo nos postos das cidades de Londrina e Maringá. Nessas cidades o consumidor pode encontrar gasolina por até R$ 1,40 o litro, enquanto o preço de custo na refinaria é de R$ 1,406 e a distribuidora vende por R$ 1,47 a R$ 1,48 o litro.
Para Fregonese, a atuação da CPI dos Combustíveis foi positiva para os revendedores que trabalham de forma organizada e dentro da lei. Com as irregularidades apontadas pelos parlamentares, a Receita Estadual arrecadou mais de R$ 3 milhões com a incidência de multas e cobrança de impostos atrasados de postos e distribuidoras.
A CPI vai apontar inclusive postos envolvidos com adulteração de combustível e sonegação fiscal, mas nenhum deles é filiado ao Sindicombustíveis, assegurou Fregonese.


