Curitiba - O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, disse que encaminhou ofício ao secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, pedindo rigor nas investigações. Ele também esteve, ontem, na Procuradoria Geral da Justiça, para solicitar que o Ministério Público (MP) acompanhe o trabalho da polícia. ''O que não pode é colocar todo o segmento em suspeição para um fato que não tem origem. Não podemos ficar na suposição porque isso cria um problema de imagem'', disse.
O Sindicombustíveis, segundo Fregonese, monitora constantemente o preço de mercado e tem como identificar se o posto pode fazer promoção ou se há ''concorrência predatória'' favorecida pela adulteração do combustível ou sonegação fiscal. Atualmente, os preços em Curitiba variam de R$ 1,819 a R$ 2,09. Sobre o Posto Pinheiro, Fregonese informou que o estabelecimento nunca teve problema com qualidade do combustível. Ele acredita que o posto consiga praticar preço promocional por vender apenas a dinheiro.
A Promotoria de Investigação Criminal (PIC) de Curitiba órgão vinculado ao MP confirmou no final da tarde de ontem que também está investigando o caso da explosão. Na tarde de ontem, os promotores tomaram depoimento dos gerentes João Maria de Lara e Celso Martins. Um policial do Batalhão de Polícia de Choque, especialista em explosivos, também foi ouvido pelo Ministério Público. A PIC também trabalha com a hipótese de atentado. O pedreiro ferido na explosão, em princípio, seria vítima. Ele teria entrado no terreno para fazer necessidades fisiológicas (ele estava com as calças abaixadas). Não está descartada, segundo a polícia, que ele tenha acionado a bomba involuntariamente.

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