Procurado pela reportagem, o assessor jurídico do Sindicombustíveis em Londrina, José Luiz Nunes da Silva, disse que não havia sido informado da realização da reunião que discutiu a cartelização dos preços dos combustíveis na cidade. Ele descartou a hipótese de formação de cartel no segmento e disse ainda que, se solicitado, o sindicato pode colaborar com as investigações fornecendo dados técnicos e, inclusive, abrindo suas planilhas de custo.
''Não há qualquer cartel entre os postos e o Ministério Público (MP) e o Procon devem investigar. No entanto, eles (MP e Procon) não devem pegar somente os postos, que estão no final da cadeia. O que tem que ser verificado são os preços praticados pelas distribuidoras'', afirmou Silva. Ele acrescentou que há cidades que praticam preços mais baixos porque há briga entre os distribuidores que acabam subsidiando o preço dos combustíveis para não perder mercado.
Para o advogado, a carga tributária também deve ser considerada, uma vez que a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é feita pelo governo sobre uma expectativa alta de vendas. ''Com certeza os impostos elevam o preço final dos combustíveis'', disse. Sobre a pequena diferença de preços praticada entre os postos, Silva alegou que é uma forma dos estabelecimentos conseguirem sobreviver no mercado. ''O posto que cobra R$ 0,05 mais caro no litro não vende nada. Às vezes eles mantêm uma margem pequena para não levar um prejuízo maior'', explicou ele.

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