GASOLINA Sindicombustíveis denuncia alta abusiva de distribuidor Reajustes teriam ficado entre 5,71% e 9,8%. O índice recomendado pelo governo governo para postos foi de 5% Arquivo FolhaPROVAS NA MÃOFregonese: ‘‘Vou continuar recolhendo notas fiscais de compras’’ Cláudia Lopes De Londrina O presidente do Sindicombustíveis/Pr, Roberto Fregonese, afirmou ontem à Folha já ter provas de que as grandes companhias distribuidoras reajustaram os preços da gasolina entre 5,71% e 9,8%. ‘‘Vou continuar recolhendo as notas fiscais de compra do produto em postos de todo o Paranᒒ, disse Fregonese, que deve apresentar oficialmente à imprensa os índices de aumentos das distribuidoras na próxima semana. Na refinaria, o combustível subiu 7%. Em Londrina, alguns postos reajustaram os preços da gasolina nas bombas em até 12%. Apesar de não ter subido oficialmente, o preço do álcool na cidade aumentou em até 13%, segundo pesquisa feita pela Folha anteontem. Roberto Fregonese disse já estar apurando este aumento. ‘‘Tive notícias de que algumas distribuidoras reajustaram também o valor do álcool. São distorções criadas pelas companhias e que acabam recaindo nas costas dos donos de postos’’, reclamou. Ele admitiu, porém, que alguns proprietários de postos aproveitaram a alta da gasolina para ajustar o preço do álcool, ‘‘fazendo uma readequação nos preços que estavam defasados’’. ‘‘O problema é que o mercado de Londrina é totalmente irregular, com uma concorrência muito acirrada. Tinha posto vendendo o álcool abaixo do preço de custo’’. O segmento precisa de uma margem mínima de R$ 0,14 a R$ 0,17 por litro de combustível para sobreviver, segundo Fregonese. ‘‘Um posto que vende 100 mil litros por mês, tem um faturamento bruto de R$ 14 mil’’, calculou. ‘‘Contratamos o departamento de economia da Universidade Federal do Paraná para elaborar uma planilha de preços para a categoria. Queremos o aval da universidade’’. Fregonese disse que a média de venda mensal nos mais de 90 postos de Londrina é de 85 mil litros de combustíveis. No Paraná, a média é de 140 mil litros por mês. Em todo o Estado, existem 2,3 mil postos. ‘‘Na semana passada, o governo vendeu 60 milhões de álcool num leilão. Cada litro saiu por R$ 0,42. Colocando todos os tributos em cima, o litro passa a custar mais de R$ 0,60’’, afirmou.