Maringá - O Sindicombustíveis de Maringá registrou queixa na 9 Subdivisão Policial pedindo a abertura de inquérito para investigar a prática de dumping (venda a preço abaixo do custo para inviabilizar a concorrência) pelas 11 distribuidoras de combustíveis. A queixa foi feita pelo diretor do Sindicombustíveis, Geraldo Conte Júnior, e outros 12 donos de postos em Maringá. Nas duas últimas semanas, parte dos 64 postos da cidade vem comercializando o litro da gasolina comum a R$ 1,47 enquanto o preço médio é de R$ 1,69.
Segundo os gerentes, o litro da gasolina comum sai da refinaria a R$ 1,45, mas as distribuidoras repassam aos postos por R$ 1,40 limitando o preço ao consumidor a R$ 1,47. O gerente do Posto Americano, Kennedy Mezzaraba, diz que o preço é inviável porque o lucro de R$ 0,07 por litro não é suficiente para manter a atividade. Conforme Mezzaraba, o lucro deveria ser de R$ 0,20 por litro para garantir a manutenção do posto. Proprietários e gerentes afirmam ainda que muitos postos estão comprometidos com dívidas e os que dependem da franquia não conseguem dizer ''não'' às imposições das distribuidoras.
Na queixa, o sindicato afirma que há dois anos os postos estão sendo vítimas de um política que impossibilita a prática da concorrência. Apesar da reclamação, o diretor do Sindicombustíveis não quis falar ontem com a Folha. A polícia pretende chamar na semana que vem os donos de postos para uma investigação preliminar. A decisão sobre a abertura de inquérito vai depender da situação apurada e de provas.

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