Sindicombustíveis aposta em aumento de 2,5% na gasolina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O assunto foi alvo de especulação durante todo o segundo semestre deste ano, mas pela primeira vez o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou o aumento da gasolina para 2013. Segundo ele, haverá elevação de preços "no momento adequado" e além de não confirmar a data da alteração, também preferiu não tratar sobre o percentual da correção.
No final de junho, a Petrobras reajustou o preço dos combustíveis cobrados nas refinarias. Na ocasião, a gasolina sofreu aumento de 7,83% e o diesel 3,94%. Pontualmente, porém, o reajuste não chegou ao consumidor porque o Ministério da Fazenda isentou a comercialização destes produtos da cobrança da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide). Com o provável aumento para 2013 e como a Cide já está zerada, o repasse ao consumidor será inevitável.
De acordo com o presidente do conselho fiscal do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Oclândio José Sprenger, a expectativa do setor é de um aumento da gasolina entre 2% e 2,5%. Ele acredita que a Petrobras sofre com problemas de produção e logística, não está conseguindo suprir o mercado interno e, por isso, importar combustível é inevitável. "É uma situação difícil, porque enquanto a Petrobras segurou o preço ela deu um tiro no próprio pé. Comercializou combustível importado mais barato, com isso a lucratividade é menor e assim não consegue aumentar a produção, a condição das refinarias e toda a logística no País", revelou.
Para Sprenger, apesar do aumento ser inevitável, não fará efeito nos cofres da petrolífera a curto prazo. "Os problemas são muito grandes, inclusive aqui no Paraná, no sentido da logística para que o combustível chegue até o consumidor. São pontos que podem demorar mais de cinco anos para serem resolvidos. A Petrobras é mais usada pelo governo como uma ferramenta da política econômica", opinou.
Em 2013, apesar do aumento, a expectativa do Sindicombustíveis é de um crescimento de 6% na venda nos postos. "Estamos tendo um aumento cada vez maior da frota de veículos", complementou o representante da entidade.
Impacto
Para os proprietários de postos de combustíveis de Londrina, este aumento significa uma queda na comercialização da gasolina, pelo menos num primeiro momento. Para um empresário que preferiu não se identificar, sempre que ocorrem tais altas acontece a retração das vendas imediatamente. "Vai depender do tamanho do aumento. Caso não seja muito, acredito numa queda das vendas em 5%", avaliou.
Ele disse ainda que neste momento as vendas do etanol e da gasolina estão bem divididas. "Em Londrina só houve a variação na gasolina devido a guerra de preços. Acredito que a Petrobras demorou pra fazer este reajuste para tentar segurar a inflação em 2012."
Na cidade, de acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre os dias 9 e 15 de dezembro a gasolina foi comercializada, em média, a R$ 2,78 o litro, com mínima de R$ 2,61 e máxima de R$ 2,89. Já o etanol ficou em R$ 1,90, com menor preço a R$ 1,73 e o máximo de R$ 1,99.


