Em Londrina, o aumento de 20% para 23% na mistura do álcool anidro à gasolina não deve trazer impacto ao bolso dos consumidores. ''Talvez o mercado não me se mexa, vai depender das distribuidoras e da situação de cada posto porque a nossa margem de lucro já está bastante pequena'', disse Emílio Santaella, proprietário do Auto-Posto Carajás. Inicialmente, a previsão do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) é de que o preço caia entre dois e quatro centavos por litro da gasolina.
Caso as distribuidoras repassem a diferença de preços aos postos, a queda deve ser sentida a partir de amanhã ou quinta-feira, dependendo dos estoques de cada estabelecimento. ''Vimos um posicionamento do Sindicombustíveis de que a queda (de preços) é improvável porque já em janeiro tem início a entressafra da cana-de-açúcar. Agora se as distribuidoras reduzirem os preços o repasse aos consumidores é automático'', garantiu Roberto Tosi, gerente do Auto Posto Quebec.
A gerente do Auto Posto Leblon, Jaqueline Rodrigues, disse ontem que não tinha recebido nenhum posicionamento da distribuidora. ''Geralmente eles (distribuidora) nos avisam com antecedência se o preço tiver alteração, mas até agora não falaram nada'', comentou.

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