Sindicatos vão mover ação contra Copel
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sexta-feira, 02 de março de 2012
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Os Sindicatos dos Eletricitários de Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel definiram em reuniões realizadas em suas centrais que irão entrar com uma ação judicial contra a Copel com o intuito de evitar ''demissões e transferências forçadas'' para Curitiba dos trabalhadores que atuam no serviço de call center destas regiões. A companhia paranaense está realizando as mudanças desde o ano passado, sendo que o prazo para finalizar a centralização para o capital do Estado é 30 de junho. Entretanto, os sindicalistas consideram o tempo muito curto, o que pode acabar, segundo eles, desestruturando os funcionários ''tanto socialmente quanto psicologicamente''.
Agora, a nova reunião entre os sindicatos acontece na próxima terça-feira, dia 6 de março, em Curitiba. De acordo com Paulo Sérgio Rodrigues, presidente do Sindicato dos Eletricitários de Londrina e Região (Sindel) e eleito o coordenador do coletivo sindical, haverá primeiramente um contato com o Ministério Público do Trabalho. ''Vamos pedir apoio à procuradoria do Ministério. Caso os trabalhos fiquem muito demorados, iremos entrar com a ação por conta própria''.
Rodrigues calcula que são por volta de 160 funcionários envolvidos nesta transferência, sendo 37 de Londrina. Ele explica que alguns já foram transferidos para a Capital, mas que a Copel não está avaliando a situação por completo. ''O diretor presidente nos disse que não haveria demissões, mas o prazo está chegando ao final e muitos funcionários ainda não sabem o que irá acontecer com eles. Como fica a situação de algumas famílias? Há pessoas que somam a renda com a mulher, o marido. Como ficariam separados? Tem até gente que comprou casa recentemente por aqui'', salienta o representante do Sindel.
Peres Dusi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Concessionárias de Energia Elétrica de Fontes Hídricas, Térmicas ou Alternativas de Cascavel (Siemcel), comenta que na última reunião com os representantes da Copel a justificativa ''para acelerar o processo'' foi que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) teria solicitado a centralização. ''Não acreditamos nisso, acreditamos que está havendo uma redução de custos. O que está nos incomodando não é a centralização, mas sim este processo acelerado para que ela ocorra''.
Ele comenta que no caso da região de Cascavel, de 64 empregados, 30 conseguiram ser realocados na própria região. ''O problema é que o prazo está ficando curto e certamente alguns vão ser transferidos para Curitiba. O que eles não pensam são nas condições de vida que estas pessoas terão em Curitiba, recebendo por volta de R$ 1,2 mil para morar na Capital, longe dos parentes e de suas residências''.


