Sindicatos vão fiscalizar trabalho na construção civil
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segunda-feira, 22 de julho de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sintracom), com apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (SindusconNorte/PR) e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-PR), começa nesta quinta-feira a fiscalizar construções civis de Londrina. A Comissão Regional de Combate à Informalidade pretende semanalmente verificar se há trabalhadores sem registro e condições adequadas de segurança nas obras. Quando verificadas irregularidades, a comissão efetuará denúncia no Ministério do Trabalho.
A estimativa das entidades é que haja cerca de 3,5 mil trabalhadores da construção civil atuando informalmente na cidade, em um universo de oito mil trabalhadores. Há dez anos, o perfil era diferente: 13,5 mil trabalhadores da construção civil tinham carteira assinada.
''A situação atual é muito grave e poderá ocasionar sério problema social, com um grande volume de empregados sem direito à aposentadoria'', comentou o presidente do Sintracom, Denilson Pestana.
''Quem emprega sem registro, tem a idéia de estar 'economizando', já que não recolhe os encargos trabalhistas, mas corre sério risco de ter o empregado envolvido em algum acidente grave e não ter a cobertura do sistema da previdência. Além disso, prejudica toda categoria'', disse o presidente do Sinduscon, José Roberto Hoffmann.
Sem registro, o trabalhador também não participa de benefícios conquistados pela convenção da categoria, como vale-compras no valor de R$ 105,00 e cobertura de seguro de vida de R$ 10 mil.
Na Comissão de Conflitos Trabalhistas, organizada pelo Sintracom e Sinduscon, a maior parte dos processos protocolados é referente à falta de registro e cumprimento de verbas rescisórias.


