Sindicatos se unem para impedir venda
Há 40 dias do leilão de privatização da Copel, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná pediu ajuda ao Sindicato dos Engenheiros de São Paulo para tentar impedir a venda da estatal. Representantes das duas entidades se reunirão hoje para tratar dos detalhes. As ações que serão tomadas constarão de um documento. Eles pretendem fazer uma análise com as críticas ao edital de venda da Copel.
O presidente do sindicato paulista, Murilo Celso de Campos Pinheiro, criticou a privatização, dizendo que é necessário evitar um ''recrudescimento maior na situação de racionamento de energia''. Ele reclamou ainda da falta de qualidade dos serviços e do encarecimento das tarifas.
Os dois sindicatos lembram que diante da crise energética, o governo federal e o governo de São Paulo recuaram nos processos de privatização. Foram canceladas as vendas de Furnas e da Cesp.
As entidades que participam do Fórum contra a Venda da Copel pretendem também organizar uma manifestação popular em frente à Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, onde está marcado o leilão no dia 31 de outubro. Sindicalistas cariocas já foram acionados. Antes, porém, será questionado na Justiça o local escolhido pelo governo. (C.M.)





