Sindicatos param Porto por 5 horas
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segunda-feira, 27 de maio de 2002
Vânia Casado Equipe da Folha 
Curitiba - O Porto de Paranaguá ficou paralisado ontem durante quase cinco horas, entre 7 horas e 11h30. Nesse período nenhum veículo entrou ou saiu do cais. A paralisação foi organizada pelas 12 entidades sindicais que atuam no porto, reunidas pela Intersindical. Os trabalhadores portuários, estimados em 3,4 mil em Paranaguá, protestaram para denunciar o drama social criado com as reformas que estariam reduzindo postos de trabalho no porto.
Durante a paralisação, cinco navios com carga geral e fertilizantes não puderam descarregar. Outros oito navios que já estavam atracados no cais do porto prosseguiram com os serviços de carga e descarga normalmente. Cerca de mil caminhões foram impedidos de entrar no porto nesse período. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) disse que não houve prejuízos. Apenas atrasou o descarregamento dos navios, informou a assessoria do porto.
O movimento de ontem foi um aviso do que pode vir a acontecer daqui para frente, alertou Valter Fanini, presidente da Cooperativa de Cargas e Anexos. Segundo ele, os sindicatos vinculados à Intersindical prometem parar o porto mais uma vez por um período de 12 horas, caso a pauta de reivindicações encaminhada à APPA não seja atendida. Se ainda assim não tivermos resposta o movimento promete parar o porto definitivamente, avisou o sindicalista.
Oficialmente a pauta não definiu um prazo para resposta, mas comenta-se entre os sindicalistas que os trabalhadores pretendem esperar até amanhã.
A reivindicação básica é a abertura de mais postos de trabalho para os trabalhadores dos sindicatos, como ocorria antes. Com a lei de modernização dos portos, os terminais privados passaram a contratar serviços e mão-de-obra terceirizada e não recorrem mais aos sindicatos que estão vendo minguar as oportunidades de trabalho no porto, disse Fanini.
Segundo ele, os sindicatos não estão contrários à modernização do Porto de Paranaguá, mas lembrou que isso não pode servir para acabar com os empregos. A escassez de serviços está atingindo as categorias de condutores autônomos, consertadores, conferentes, estivadores, ensacadores, trabalhadores de bloco e arrumadores. A Administração dos Portosnão se manifestou oficialmente sobre o movimento sindical.


