Roma - Os sindicatos da companhia aérea Alitalia classificaram ontem de ''inaceitável'' e ''inquietante'' o plano de resgate financeiro apresentado na noite de segunda-feira pela direção da empresa, que prevê a eliminação de 5 mil postos de trabalho dentro de dois anos.
Este número foi anunciado pela Alitalia, que está à beira da falência, durante uma reunião com os sindicatos, que devem aprovar o plano de recuperação da companhia até 15 de setembro.
Os sindicatos do transporte aéreo se reuniram ontem em Roma para decidir a resposta para o programa de reestruturação da companhia. O plano anunciado pela linha aérea italiana pretende poupar 315 milhões de euros (cerca de US$ 378 milhões) mediante a eliminação de 1.570 postos nas operações de vôo (450 pilotos, 1.050 aeromoças e 70 membros do pessoal de terra), bem como 1.440 empregos na manutenção e 900 para nas operações de terra, de acordo com um comunicado da Alitalia, que atualmente emprega um total de 20.700 pessoas. Além disso, a companhia suprimirá 360 postos nas áreas de marketing e comercial e 610 nos serviços de informática, acrescentou o comunicado.
Os sindicatos não receberam bem a proposta de dividir a empresa em duas partes: Alitalia Fly, que terá 8,5 mil empregados do pessoal de vôo e a Alitalia Service, com 8 mil trabalhadores do pessoal de terra.
O presidente da Alitalia, Giancarlo Cimoli, estabeleceu o dia 15 de setembro como limite para receber o aval dos sindicatos para o plano de reativação industrial para o período 2005-2008, condição indispensável para obter um crédito de 400 milhões de euros (cerca de US$ 480 milhões) garantido pelo Estado.

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