Sindicatos fecham convenção para trabalhadores de supermercados
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sábado, 03 de novembro de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
Com seis meses de atraso, os sindicatos do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) e dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindecolon) assinaram na última quarta-feira a convenção coletiva dos trabalhadores em supermercados. A data-base da categoria é o mês de maio. O atraso ocorreu porque patrões e empregados discordavam quanto ao índice de reajuste salarial e o horário de funcionamento das lojas anexas aos supermercados. A convenção dos trabalhadores das lojas de calçada continua em aberto.
A partir de agora, as lojas que se localizam dentro de supermercados poderão abrir, sem necessidade de acordos específicos, nas tardes de sábado, nos domingos e nos feriados, desde que obedeçam as condições estabelecidas na convenção.
Nos sábados à tarde, terão de pagar horas extras aos trabalhadores com adicional de 80% sobre a hora normal. Nos domingos e feriados, o adicional sobe para 100%. Quem trabalhar a semana inteira, terá a folga garantida na semana seguinte. Os empregadores deverão revezar os funcionários que trabalharem nos horários especiais.
Os salários dos empregados dos supermercados e das lojas anexas foram reajustados em 10,32% para quem ganha piso e, em 8%, para quem recebe mais. A reivindicação do sindicato laboral era 15%. ''Demorou, mas acho que chegamos a um bom termo, satisfatório para as duas partes'', avalia o presidente do Sincoval, Yukio Ajita. O diretor-secretário do Sindecolon, Célio Vila, afirma que o acordo foi ''positivo''.
O piso salarial da categoria agora é de R$ 823. E os valores retroativos a maio serão pagos até o 5º dia útil de novembro.
Comércio de calçada
Os sindicatos ainda não chegaram a um consenso para a convenção coletiva dos trabalhadores das lojas de calçada, que também deveria ter sido assinada em maio. Da mesma forma que nos supermercados, a divergência está relacionada ao trabalho aos sábados.
O Código de Posturas do Município diz que o comércio varejista pode funcionar no primeiro e no segundo sábados após o 5º dia útil de cada mês. Para abrir nos demais sábados, é necessário um acordo entre patrões e empregados.
A convenção coletiva que venceu em maio e as três anteriores dizem que cada loja deverá firmar acordo específico com o Sindecolon, com acompanhamento do sindicato patronal. O Sincoval quer mudar esta cláusula.
A proposta da entidade é que a própria convenção estabeleça regras e libere as lojas para decidirem a respeito da abertura ou não em todos os sábados, desde que cumpridas as regras acordadas. Mas o Sindecolon não abre mão de negociar caso a caso.
''Os shoppings abrem todos os dias. O comércio eletrônico cresceu 22% no País de setembro de 2011 a setembro de 2012. Só o comércio de calçada perde competitividade'', justifica o assessor jurídico da entidade patronal, Ed Nogueira de Azevedo Junior.
Para o representante do sindicato dos empregados, não dá para tratar toda loja da mesma forma. ''Quando fazemos acordo, levamos em conta o poder de cada loja. Nos Cinco Conjuntos, por exemplo, tem loja em que o trabalhador só troca o trabalho no sábado à tarde por uma folga na semana'', afirma Vila.
Nos estabelecimentos maiores, segundo ele, o sindicato negocia vários benefícios para quem trabalha nas tardes de sábado. O diretor conta que os acordos só são assinados após aprovação em assembleia dos trabalhadores.
Em filiais diferentes de uma mesma empresa, os benefícios nem sempre são iguais. Na loja de uma grande rede de magazines do centro da cidade, o acordo coletivo para o trabalho no sábado prevê horas extras com 100% de adicional, vale-refeição de R$ 12 e mais R$ 20 de compensação. Na filial da mesma rede localizada na Zona Norte, o acordo dispensa os R$ 20.
De acordo com Vila a empresa entende que, na Zona Norte, o custo de vida é mais baixo. Ele ressalta que os trabalhadores aprovaram as propostas diferentes.



