São Paulo - A Força Sindical organiza hoje uma carreata com o objetivo de exigir do governo a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 56%. O protesto terá início às 11h, a partir da sede da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, na Rua Pará, nº 66. Os manifestantes seguirão em direção ao Ministério da Fazenda, na Avenida Prestes Maia. O protesto tem a participação de vários sindicatos filiados à Força Sindical.
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, com a falta de correção da tabela o governo faz uma contenção do rendimento dos contribuintes. ''É uma maneira de conter o poder de compra'', disse em entrevista à Agência Estado.
Ele, que estima que 250 carros deverão participar da manifestação, disse que os sindicatos tentarão entregar na sede regional do Ministério um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) sobre os impactos da falta de correção da tabela na renda dos trabalhadores. Ele afirmou ainda que espera uma resposta sobre pedido de audiência feito ao ministro Antonio Palocci para tratar do assunto. ''Faremos a manifestação aqui, mas sabemos que as negociações têm de ser conduzidas em Brasília.''
A correção da tabela do IR, feita pela última vez em 2002, em 17,5%, é defendida por vários tributaristas como forma de se fazer justiça fiscal aos contribuintes. A correção em 56% tem como base o levantamento do Dieese, segundo o qual, se a tabela fosse ajustada em 59,95%, seriam isentos da incidência do imposto os salários até R$ 1.692,26, ante R$ 1.058,00 atualmente. A alíquota de 15% seria aplicada a salários entre R$ 1.692,26 e R$ 3.382,93, contra o intervalo R$ 1.058,00 e R$ 2.115,00 hoje; e a de 27,5% incidiria sobre salários mensais acima de R$ 3.382,94, ante R$ 2.115,70 atualmente.

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