Os sindicatos rurais de Londrina e Maringá estão apostando em palestras, reuniões e distribuição de cartilhas para conscientizar os produtores da importância da preservação da mata ciliar. As ações têm também o objetivo de apresentar as implicações legais como multa e risco de detenção que os produtores podem sofrer se descumprirem a Legislação Ambiental.
Em Londrina, segundo órgãos ambientalistas e representantes sindicais, o problema está sob controle e a lei sendo respeitada. Em Maringá, entretanto, a situação já é mais complicada. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato Rural, no começo deste mês oito agropecuaristas da região foram detidos pela Polícia Florestal por desobedecerem o termo de compromisso assinado por eles para início imediato da recuperação de matas ciliares.
Os produtores, de acordo com a assessoria, conseguiram liberação após pagamento de fiança individual de R$ 500. Mesmo assim, ainda correm o risco de condenação de seis a 12 meses de detenção caso não restabeleçam a faixa de matas exigida pela lei (ver quadro). ''Esse problema é muito comum na nossa região. Mas temos conseguido resultados positivos com o trabalho de conscientização que temos feito'', assegurou o assessor de imprensa Luiz Carlos Rizzo.
Para o presidente da Associação dos Produtores Rurais de Londrina órgão ligado ao Sindicato Rural , Narciso Pissinati, os produtores da região estão bem conscientes. ''Temos um trabalho de conscientização muito forte. E percebemos que é difícil uma propriedade que não tenha esse tipo de cuidado ambiental''.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ney Paulo, afirma que o órgão realiza fiscalizações frequentes na região de Londrina e confirma que os agricultores respondem com boa vontade. Ele explica que se a propriedade estiver irregular, o proprietário é obrigado a comparecer ao instituto, onde assina um termo de compromisso que o obriga a formar a mata ciliar, em um prazo de seis meses.
A multa para esse tipo de crime ambiental depende do tamanho da propriedade e varia de R$ 1,5 mil a R$ 50 mil, tanto para espaços de produção agrícola como os usados para exploração pecuária. Segundo Paulo, o maior prejuízo em não cuidar da mata ciliar é o assoreamento dos rios. ''A água diminui e com o tempo o rio pode até secar. Outro problema é que ele fica mais sujeito à poluição'', disse.

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