Curitiba - O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba solicitou ontem a intermediação do Ministério Público do Trabalho para negociar com a Bosch uma outra alternativa às 900 demissões anunciadas pela empresa anteontem para a fábrica da capital. Na segunda-feira, o sindicato pretende entrar na Justiça do Trabalho com um pedido de liminar para tentar suspender as demissões.
A companhia anunciou ainda uma licença remunerada para outros 3 mil trabalhadores até o dia 28 de junho. A crise econômica foi o principal motivo dos desligamentos porque houve queda de 43% nas exportações principalmente para Estados Unidos e Europa desde o último trimestre de 2008. Isso provocou queda nos pedidos da fábrica e redução de 40% da produção em relação a meados de 2008. Cerca de 60% da produção é destinada para o mercado externo. A medida parou a fábrica que tem 4 mil funcionários. A unidade de Curitiba produz sistemas de injeção eletrônica para veículos com motores movidos a diesel.
Ontem, o governo do Estado divulgou que vai acompanhar a situação dos 900 empregados demitidos. Segundo informações da Secretaria Estadual de Fazenda, a Bosch não tem nenhum tipo de incentivo fiscal do governo. Então não seria atingida pela proposta do Estado que vincula a concessão de empréstimos públicos à garantia do emprego dos trabalhadores.
A empresa informou que não recebeu nenhuma notificação sobre as ações que o sindicato está fazendo e, por isso, não poderia comentar o assunto. Com as demissões, haverá redução de 25% na produção. Os cortes também atingiram os cargos executivos. Dos quatro antigos diretores, a empresa manteve três.

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