O Sindicato dos Metalúrgicos tentou promover ontem, mas novamente sem sucesso, uma assembléia em frente aos portões da Embraer. O objetivo era protestar contra as 1,8 mil demissões que começaram a ser efetivadas ontem e que foram anunciadas pela empresa na última sexta-feira.
Para evitar ações do Sindicato dos Metalúrgicos, com a paralisação de ônibus e piquete nos portões para promoção da assembléia, a Embraer novamente usou um caminho alternativo por dentro do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). O local estava fortemente guardado por tropas da Aeronáutica, apoiadas por seguranças nas instalações da empresa e pela Polícia Militar nas avenidas que dão acesso à fábrica.
Mesmo assim, como aconteceu pela manhã, foram registrados tumultos entre sindicalistas e policiais militares. Apesar das manifestações, não houve maiores consequências, como o registro de pessoas feridas, por exemplo. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Carlos Prates, iria propor greve geral na assembléia que aconteceria ainda ontem com os funcionários demitidos da empresa.
O clima em São José dos Campos é de grande apreensão, desde o anúncio das 1,8 mil demissões. Dirigentes classistas, políticos e líderes empresariais temem que um ''efeito cascata'' da redução de produção da Embraer e das demissões possa atingir toda a indústria aeroespacial do município. Isso comprometeria ainda a indústria e o setor de serviços instalados na cidade.

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