O maior medo do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindicolon) é perder o controle sobre as horas-extras da categoria. É o que diz o vice-presidente da entidade, Manoel Teodoro. Segundo ele, a entidade não é contrária à flexibilização do horário das lojas, mas sim que isso seja feito por meio do Código de Postura.
''Existem mais de 20 acordos para funcionamento do comércio nos sábados à tarde na cidade. E em todas as regiões'', afirma. Mas todos, segundo ele, garantem vantagens aos trabalhadores. Quem faz horas-extras recebe 80% a mais do valor da hora normal. ''Isso é feito por meio de negociação com o empregador'', ressalta. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) obriga as empresas a pagarem hora-extra com apenas 50% de aumento em relação à hora normal.
Teodoro acredita que não é necessário mudar o Código de Postura. ''É só o empregador nos procurar pedindo o horário diferente que nós vamos negociar. É claro que temos de garantir vantagens para o trabalhador'', ressalta. De acordo com ele, se a lei for mudada, os empresários vão poder pagar a hora-extra menor, prevista na CLT.
Celaine Cortezão, franqueada da Multi Coisas da Rua Maringá, conta que assinou um acordo com o Sindicolon no ano passado para poder abrir a loja aos sábados à tarde. ''Nós vendemos produtos que as pessoas precisam quando estão em casa no sábado e resolvem fazer algum reparo'', justifica. Ela paga hora-extra com aumento de 80% e diz que vale a pena já que o movimento na loja é intenso nesses dias.
Convenção
Patrões e empregados do comércio da cidade estão negociando atualmente a nova Convenção Coletiva de Trabalho. O sindicato patronal (Sincoval) aprovou uma proposta na última quinta-feira que inclui a flexibilização do horário do comércio. Mas a direção da entidade não quis revelar o que está sendo proposto. (N.B.)

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