Sindicato suspende comissão por necessidade
Apesar de considerar positivo os resultados da Comissão de Conciliação Prévia, o Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina e Região decidiu suspender as atividades, em dezembro de 2006, depois de quase seis anos de trabalho. A parceria havia sido feita com o Sindicato das Indústrias de Reparação de Veículos de Londrina (Sirval). Entre os principais fatores que contribuíram para o encerramento das atividades estava a dificuldade em manter financeiramente a comissão.
Segundo Sebastião Raimundo da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, as entidades não conseguiram manter a comissão, que é composta por dois conciliadores - um de cada sindicato - e uma secretária. Conforme ele, a suspensão das atividades foi em comum acordo entre os dois sindicatos. ''Ficava caro e nem todos os empregadores pagavam a taxa do processo à comissão e a gente não tinha como cobrar'', lembra.
Outro fator que contribuiu para a suspensão das atividades foi o fato de que alguns empregados entraram com uma ação na justiça contra o empregador mesmo depois de terem fechado acordo na comissão. ''Uns dois ou três entraram com ação na justiça dizendo que aquele acordo não era o que queriam realmente. Então, ficou difícil trabalhar assim'', conta Silva.
A despeito de alguns problemas, o presidente do sindicato dos trabalhadores considera a comissão uma alternativa muito boa para agilizar os processos trabalhistas. Silva comenta que gostaria de retomar as atividades. Mas para isso seria necessário, segundo ele, ter respaldo da justiça, por exemplo, no sentido de obrigar os empregadores a pagar as taxas. ''Acho muito vantajoso tanto para o empregado quando o empregador ter a comissão, pois os processos trabalhistas são resolvidos com mais agilidade'', conclui.
A reportagem da FOLHA entrou em contato com representantes do Sirval, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno. (E.Z.)





