O presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas Autônomos do Paraná (Sindicam), Diumar Cunha Bueno, prestou depoimento ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Roubo de Cargas, na Assembléia Legislativa do Paraná. Ele aproveitou para dar sugestões de medidas que poderiam ser tomadas pelo Governo contra o roubo de caminhões e de cargas.
Segundo Diumar, o sistema de verificação da numeração de chassis inviabiliza a fiscalização da polícia rodoviária. ‘‘Hoje, um policial precisa deitar embaixo do caminhão para confirmar a numeração do documento e isso quase nunca acontece, beneficiando os ladrões’’, lamentou. A proposta dele é que seja criado um sistema nacional de identificação eletrônica dos veículos. Assim, a confirmação do veículo poderia ser feito até mesmo à distância, com o caminhão em movimento.
Diumar lembrou que em 1997 havia 80 mil caminhoneiros autônomos no Paraná, em 1999 esse número saltou para 118 mil. ‘‘No entanto, não houve a mesma ampliação na venda de veículos novos, indicando que pode estar havendo duplicação e pessoas de bem comprando caminhões que foram roubados e ‘esquentados’ por quadrilhas especializadas’’, afirmou.
Ele também pediu aos deputados uma cobrança mais efetiva do governo estadual na estruturação das polícias especializadas no roubo de cargas. ‘‘Eu participei da inauguração da delegacia de roubo de cargas, mas depois notamos uma enorme dificuldade para aparelhar a polícia.’’
A Secretaria de Segurança do Paraná não possui informações atualizadas do número de ocorrências, regiões e tipos de veículos ou cargas mais visadas pelas quadrilhas. ‘‘Essa falta de agilidade na apuração e identificação das quadrilhas beneficia os ladrões e coloca a vida do caminhoneiro em risco.’’

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