Em nota, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis) diz considerar "extremamente grave" a acusação de formação de cartel, conforme a denúncia do Ministério Público contra os donos de metade dos postos de Londrina e afirma que a entidade repudia a prática.
Entretanto, argumenta que o mercado de revenda de combustíveis é muito dinâmico e competitivos e que, por conta disso, flutuações de preços são constantes e esperados em mercados submetidos à regime de livre concorrência.
Para o Sindicombustíveis, "alterações de preços podem ocorrer a qualquer momento, conforme a interação entre oferta e demanda num ambiente de livre mercado, mesmo quando não haja correspondentes alterações nos custos dos agentes econômicos".
A entidade ressalta que órgãos especializados em proteção da concorrência consideram que, "para ser cabível a acusação de cartel, não basta apenas a comprovação de alterações nos preços, é imprescindível que haja prova robusta de efetiva combinação de preços entre concorrentes".
Por último, o sindicato diz que, "caso não existam provas de ajuste de preços entre concorrentes capazes de comprovar o pretenso cartel", irá empregar "todos os legítimos esforços para que a imagem dos revendedores prejudicados com referidas alegações seja integralmente recuperada". (L.F.W.)

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