O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) de Maringá quer da prefeitura maior rigor na fiscalização e nos critérios adotados para liberar alvará de licença para abertura de novos postos. Nos últimos seis meses, a prefeitura concedeu quatro alvarás. Em Maringá, são mais de 60 postos abertos. Para o sindicato, a cidade sofreu um retrocesso desde que a lei que controlava a distância de construção entre os postos foi revogada em 1999.
Segundo a representante do Sindicombustíveis em Maringá, Marlene Valdovino Franco, a atividade é altamente agressiva ao meio ambiente e exige uma fiscalização rigorosa. ‘‘Sem a lei, o meio ambiente fica mais vulnerável’’, observa Marlene. Ela lembra que a lei foi revogada porque na ocasião se levou em conta apenas o fato de que o controle na distância entre os postos limitava a concorrência.
Marlene diz que agora o sindicato tenta uma audiência na prefeitura para obter informações sobre os mecanismos de liberação dos alvarás. ‘‘Ideal também seria criação de um projeto de lei para reavaliar a questão da distância mínima’’, afirma a representante do Sindicombustíveis.
Para o presidente da Comissão do Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, Paulo Roberto Pereira de Souza, a falta de critério no zoneamento de construção de postos implica na contaminação e em danos no lençol freático. Ele explica que por causa da atividade um grande volume de resíduos, a maioria metais pesados, segue pelas galerias pluviais.

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