Preocupados com a situação, as entidades que representam a indústria gráfica foram à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pedir que o governo impeça vencedores de licitação de imprimir materiais fora do País. "Não temos como impedir que uma empresa mande fazer seus impressos na China. Nós é que precisamos ser mais competentes. É a lei do mercado. Mas, no caso das licitações de livros didáticos do governo, é diferente", afirma Jair Leite, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado do Paraná (Sigep).
De acordo com ele, é um contrassenso o governo incentivar a concorrência chinesa na produção desses livros porque isso impede a geração de impostos e de empregos no País. "Alguns associados nos alertaram sobre o problema e nós estamos tentando reverter esse quadro", afirma.
A Gráfica Regente, de Maringá, é uma das que reclamaram da concorrência chinesa ao sindicato. "Somos especializados em revistas. Por enquanto, não estamos perdendo clientes para a China. Mas as gráficas que produzem livros perdem essas grandes encomendas e vêm competir conosco no setor de revista. Estou sofrendo por tabela", explica o diretor Luís Aparecido Tel.
Em nota, a assessoria da Casa Civil diz que o governo está estudando o pleito do setor gráfico. (N.B.)

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