Sindicato pede dissídio contra a greve no porto
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sexta-feira, 04 de abril de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) de Paranaguá ajuizou um dissídio coletivo com pedido de declaração de abusividade da greve dos trabalhadores portuários avulsos que começou na noite da última terça-feira. Ontem, foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) entre os sindicatos dos trabalhadores e o Sindop para tentar chegar a um acordo. Os trabalhadores iniciaram uma operação-padrão contra a mudança na escala de trabalho que passou de 6 horas trabalhadas por 11 de folga, para 6 horas por 18 de folga.
A audiência foi conduzida pelo vice-presidente do TRT-PR, Luiz Eduardo Gunther, e teve a presença ainda do procurador do trabalho, Ricardo Bruel. Até o fechamento desta edição, a audiência ainda não tinha terminado. Ontem de manhã, houve uma reunião para chegar a um acordo em Paranaguá, mas também não obteve sucesso. ''Essa escala de 6 horas de trabalho por 18 de descanso não existe em lugar nenhum do Brasil'', disse o presidente do Sindicato dos Estivadores do Porto de Paranaguá, Arivaldo Barbosa José.
A fila de caminhões para desembarcar no Porto de Paranaguá que começou na última segunda-feira, terminou às 3 horas da madrugada de ontem. Segundo a assessoria de imprensa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), foi realizada uma força-tarefa desde o final da tarde da última quinta-feira para acabar com a fila. O Departamento de Operação do porto junto com trabalhadores do silo público e do pátio de triagem fizeram expediente de trabalho extra para acabar com a fila. Com a operação-padrão a movimentação diminuiu para dois caminhões por hora quando o normal é 70 carretas por hora. Os produtos mais prejudicados foram grãos, fertilizantes e veículos. A Appa não divulgou os prejuízos com a greve.
De acordo com informações extra-oficiais, ontem o Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop), em Paranaguá, estava com segurança reforçada em função da greve dos trabalhadores portuários avulsos. O membro do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Paranaguá, Luiz Antonio Fayet, alertou que a fila saiu da estrada e foi para o mar. Nos últimos dois dias, havia uma série de navios aguardando para atracar no porto.


