Sindicato pede cancelamento de leilão da Copel
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terça-feira, 13 de novembro de 2001
Vânia Casado<br>De Curitiba 
O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) vai entrar no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com um recurso que pede o cancelamento em definitivo do leilão da Copel. O recurso aponta as irregularidades no contrato entre a estatal e as empresas Tradener e Esco Eletric Ltda., tema de discurso do senador Alvaro Dias (PDT), ontem no Senado.
O Senge pretende alegar, em Brasília, que o processo de privatização da Copel está viciado, porque no período próximo à desestatização celebrou-se uma série de contratos para beneficiar pequenos grupos, que visam à deterioração do patrimônio público. O sindicato obteve liminar nesta ação popular, junto à 3 Vara Federal, mas foi cassada posteriormente pelo Tribunal Regional Federal (TRF), da 4 Região, em Porto Alegre.
Ontem, o Senge entrou com mais outros dois recursos no TRF, contestando indeferimento de ações ajuízadas pelo sindicato. As ações populares também pedem a não realização do leilão. O primeiro recurso refere-se à ação popular que questiona a metodologia utilizada para fixar o valor da estatal. O juiz da 10 Vara Federal, Friedmann Wendpap, entendeu que não havia apresentação de provas porque as informações foram obtidas pela Internet. No recurso, o Senge anexou documentos para substituir as informações obtidas na Internet.
Um segundo recurso pede a revisão das metas sobre o aumento da capacidade de geração de energia, estabelecido no edital de desestatização. De acordo com o edital, a capacidade de geração de energia seria de 0,65% ao ano, que corresponde à necessidade de ampliar a geração em 20% no período de 30 anos. O Senge contesta a informação baseado em relatório obtido junto ao BNDES que informa a necessidade de se ampliar a geração de energia da região Sul em 5,2% ao ano. Os dois recursos foram distribuídos ao desembargador Edgar Lippmann Júnior, que já analisa outros processos que pedem a suspensão do leilão da Copel.


