Curitiba - Em protesto à demissão de 100 funcionários do HSBC ocorrida na última sexta-feira (16), o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região realizou ontem uma paralisação em dois centros administrativos do banco nos bairros Xaxim e Vila Guaíra. Os manifestantes chegaram por volta das 5 horas da manhã e impediram a entrada dos trabalhadores nesses locais até as 18 horas. Eles querem garantias do banco de que não haverá mais demissões.
Na semana passada o HSBC informou que os cortes fazem parte da estratégia de gestão dos negócios no Brasil frente a crise econômica internacional. A assessoria da instituição confirmou a paralisação e afirmou que adotou um plano de contingência para que as agências funcionassem normalmente no dia de ontem.
Segundo o secretário geral do sindicato, Carlos Kanak, outra preocupação é verificar em que termos foram feitas essas demissões e se os trabalhadores dispensados não foram lesionados. Para ele, o argumento de crise econômica não justifica os cortes, pois os bancos estariam bem financeiramente. O último balanço do HSBC aponta um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2007.
Conforme informações do sindicato, a maior parte dos demitidos atuava na área de tecnologia da informação. Um dos motivo das dispensas seria transferência de alguns departamentos que existiam em Curitiba para São Paulo, fato que, segundo Kanak, será analisado futuramente.
Uma estimativa do sindicato aponta para 2 mil o número de funcionários que atuam nas duas sedes que foram paralisadas ontem. No entanto, devido a plano de contingência do banco, é provável que muitos deles tenham conseguido furar o bloqueio. Para isso alguns chegaram aos locais de trabalho de helicóptero e outros antes das 5 horas da manhã.
A manifestação seguiu até o final da tarde, sem que houvesse definição, por parte dos sindicalistas, das próximas ações. Segundo a dirigente, Sonia Boz, o sindicato deve entrar com medidas jurídicas para reaver o empregos dos funcionários demitidos. (Colaborou Marcela Rocha Mendes/Equipe da Folha)

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