Sindicato notifica presidente da Arcom
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de novembro de 2000
Cláudia Lopes e Benê Bianchi De Londrina 
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) registrou uma notificação extrajudicial contra o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcom), Ariovaldo Ferraz Arruda, se isentando de qualquer eventual responsabilidade decorrente do documento Pacto Público, apresentado à sociedade pela Arcom, no último dia 10, na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). A notificação foi feita no 1º Ofício de Registro de Títulos e Documentos.
Na notificação, o presidente do Sindicombustíveis/PR, Roberto Fregonese, diz que o sindicato, orgão máximo representativo da categoria da revenda varejista de combustíveis no Paraná, atendeu a um convite da Arcom comparecendo ao ato público com a finalidade de prestigiar a publicidade a um pacto público objetivando garantir a manutenção de empregos, a qualidade dos combustíveis comercializados em Londrina, bem como evitar a evasão fiscal.
Fregonese ressalvou, no documento, que o Sindicombustíveis não tomou conhecimento prévio das cláusulas que compõem a ata de constituição da Arcom, documento simbolicamente assinado no ato solene da instalação do pacto, por todas as autoridades presentes.
O presidente da Arcom, Ariovaldo Arruda, disse ontem à Folha que vai aguardar uma reunião, que será realizada na segunda-feira pela direção do Sindicombustíveis, em Curitiba, para se pronunciar sobre o assunto.
Carajás O advogado Paulo Afonso Nolasco deu entrada ontem, no Fórum de Londrina, a uma interpelação judicial para que o presidente da Arcom, Ariovaldo Arruda, esclareça as acusações que fez contra o dono do posto Carajás, Emílio Sérgio Santaella. Arruda citou, em entrevista publicada na Folha, que o posto agia de forma irregular.
Queremos saber exatamente que tipo de irregularidade é essa cometida pelo Posto Carajás, que vende mais barato porque tem capital, compra e vende à vista, com giro rápido e consequente vantagem na hora de negociar com a distribuidora, cita o advogado. O Posto Carajás trabalha com bandeira branca.
O gerente e sócio-proprietário Emílio Santaella, acrescenta que não paga aluguel e sua empresa é familiar, o que baixa o custo de operação. Sempre somos visitados pela Associação Nacional do Petróleo, Inmetro, Procon e nenhum órgão encontrou irregularidade.
A interpelação foi distribuída ontem para a 5ª Vara Cível, que ainda não tem data agendada para intimar as partes. Ontem, Ariovaldo Arruda disse que a irregularidade citada por ele refere-se a indícios de que o posto praticou dumping.


