Sindicato nega cartel e alega concorrência forte
Sindicato nega
cartel e alega
concorrência forte
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, nega que os postos estejam praticando cartel para impor um preço único e mais alto ao consumidor, em alguns municípios paranaenses. Segundo Fregonese, o que se percebe em todo o Estado é uma concorrência acirrada entre os postos na tentativa de atrair a clientela com preços mais baixos. Quando um posto percebe que o seu vizinho está com melhor preço, ele vai e tenta abaixar também e aí todos ficam com preços parecidos, justifica Fregonese.
Em Curitiba, a maioria dos postos tem vendido gasolina a R$ 1,199, o que já provocou a desconfiança do consumidor, que passou a suspeitar de cartelização. Mas segundo o presidente do Sindicombustíveis, o cartel só se caracteriza quando há uma combinação generalizada de preços e quando a margem líquida de lucro supera os 13%. O comércio varejista de combustível garante que tem uma margem bruta de lucro de 17% e que, praticamente, não tem lucro líquido.
A variação do preço da gasolina vai de R$ 1,09 até R$ 1,33, na capital. O dono do posto olha para a tabela do vizinho e se vê obrigado a baixar o preço, pois senão perde o cliente para a concorrência, diz Fregonese. (Carmem Murara)





