Brasília - A nova campanha publicitária do Banco do Brasil serviu de pretexto para que o Sindicato dos Bancários de Brasília desse início ontem a uma tentativa de contestar politicamente a estratégia de marketing da instituição. A secretária de Política Sindical da entidade, Míriam Fochi, acredita que a mudança do nome do banco em 300 agências por nomes pessoais de correntistas - ponto central da campanha - esconde um projeto de privatização do BB.
Por volta do meio-dia de ontem, Fiochi protagonizou um protesto quase solitário em frente à sede do BB. Enquanto ela discursava com ajuda de um aparelho de som, outros sindicalistas distribuíam panfletos às pessoas que passavam absolutamente indiferentes às preocupações do sindicato.
Miriam Fiochi disse que, no passado, já houve uma tentativa de se trocar o nome do Banco do Brasil para Banco Brasil. Ela também lembrou de uma proposta frustrada de mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. A sindicalista disse que o sindicato pretende iniciar um movimento para cobrir, na fachada das agências do BB, o nome das pessoas com a inscrição ''do Brasil''. ''Sabemos que o banco vai retirar as faixas, mas mesmo assim faremos a manifestação.''
Londrina - Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Geraldo Fausto dos Santos, o Ceará, a campanha do BB não mexe com o povo, não é um atrativo, não atrai clientes e é, na verdade, uma ação sem ''nexo''. ''Fazer campanhas personalizadas faz o banco público se igualar às instituições privadas, quando na verdade deveria mostrar para a sociedade que é banco público e que não visa lucros'', disse. Ceará completou que a melhor campanha de marketing que o BB poderia fazer seria oferecer um bom atendimento ao público e investir em contratação de funcionários. (Colaborou Erika Zanon)

mockup