A simplicidade é um dos trunfos utilizados pela direção do Banco Popular para garantir a expansão rápida do número de agências no País. Para colocar o banco em funcionamento, basta um terminal de gerenciamento de cartões, semelhante ao utilizado para a cobrança de crédito. Uma outra característica que teoricamente seria vista como uma vantagem, no entanto, é tida pelo Sindicato dos Bancários de Londrina como uma tentativa de barateamento da mão-de-obra da categoria: o uso de funcionários do próprio estabelecimento para o atendimento no caixa.
Na opinião do presidente do Sindicato, Geraldo Fausto dos Santos,a iniciativa de popularização do uso de contas bancárias seria válida, desde que não se promovesse uma suposta ''manipulação da mão-de-obra que será utilizada nestas agências''. ''Entendemos a necessidade de dar crédito para uma medida como esta. Financiamentos baratos e facilidades para a abertura de contas são sempre bem-vindas. Mas não em detrimento da legislação que rege as relações trabalhistas dos bancários'', afirmou.
Para Santos, fica óbvio que os bancos populares não vão respeitar questões como carga horária e segurança dos funcionários e clientes, justamente por não oferecerem estrutura para isso. O presidente do Sindicato chegou a classificar a oferta de um seguro gratuito para os estabelecimentos como uma ''imbecilidade''. ''Não é possível que eles pensem que um seguro de R$ 3,5 mil garanta a vida de pessoas numa farmárcia ou num supermercado. O aumento da movimentação financeira gerado pelo banco vai atrair a ação de bandidos e achar que a simples aplicação de um seguro vai oferecer tranquilidade é no mínimo, uma atitude imbecil'', afirmou.
''Vamos apoiar todas as iniciativas para barateamento de crédito. Mas a sugestão é que os Bancos Populares funcionem dentro das agências bancárias, utilizando-se da estrutura de segurança delas e com a contratação de novos funcionários, sem detrimento da categoria'', concluiu.

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