Sindicato estima
demissão de 300
frentistas no PR
O presidente do Sindicato Regional dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Paraná, Renato Bartnack, calcula que cerca de 300 frentistas perderam o emprego no Estado até agora por causa da proliferação do sistema de auto-atendimento. No Brasil, que tem 220 mil frentistas, a automação das bombas deve provocar a demissão de 60 mil pessoas.
Segundo Bartnack, existem 25 postos trabalhando com este sistema no Paraná. ‘‘Em Curitiba, 15 postos conseguiram liminar na Justiça para operar com 100% das bombas self-service, demitindo cerca de 200 funcionários. Em Londrina, foram 20 pessoas.
Ele também argumenta que, ‘‘como o Carrefour está tirando a venda dos postos da região, outros dez funcionários foram demitidos em Londrina por causa da queda na comercialização’’. O Carrefour absorve 10% do volume de combustíveis vendido no município, ou seja, 1 milhão de litros, segundo o diretor do Sindicombutíveis, Valter Sasso.
Renato Bartnack disse que a categoria quer a aprovação de um dos dois projetos de lei que tramitam nas comissões da Câmara dos Deputados, regulando o sistema. O projeto do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) prevê a proibição da instalação de bombas de auto-serviço nos postos do País. Já o projeto de lei do deputado federal Padre Roque (PT-PR) limita a instalação de bicos de bombas ‘self’ em 20%. Segundo o deputado Padre Roque, o sistema self-service coloca em risco a vida de clientes e funcionários.
Em Londrina, o vereador Antonio Ursi (sem partido) entrou com projeto de lei para proibir a instalação de bombas self. O projeto deve ser votado em agosto. (C.L.)

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