Curitiba - O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e a Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil no Paraná (AFA/PR) vão iniciar a partir de hoje uma série de medidas para tentar reverter a intervenção do governo federal no Fundo de Pensão dos Empregados do Banco do Brasil (Previ). As entidades vão utilizar os dados passados pelo diretor de Seguridade da Previ, Henrique Pizzolato, que esteve ontem em Curitiba para dar palestra sobre o assunto.
Pizzolato afirmou ontem que já está pronta uma ação de improbidade administrativa contra o governo federal questionando a intervenção na Previ. Segundo ele, a ação deve ser apresentada quando forem juntados todos os documentos que comprovem que o fundo está sofrendo perdas desde o dia 3 deste mês, quando o interventor Carlos Eduardo Esteves Lima assumiu. ‘‘Temos um levantamento que mostra que o patrimônio da Previ caiu R$ 830 milhões’’, afirmou.
Segundo Pizzolato, a Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou na quarta-feira que qualquer movimentação feita na Previ acima de R$ 5 milhões seja comunicada ao Ministério Público Federal. ‘‘Estamos limitando o poder do interventor’’, explicou. Ele disse que o interventor e o secretário de Previdência Complementar, José Roberto Savóia, serão convocados para depor na Câmara dos Deputados e no Senado, entre os dias 18 e 24 deste mês.
O Ministério da Previdência explicou, através de nota, que a Previ descumpriu a Lei 108, que determinava mudanças na relação entre empresas estatais e fundos de pensão até 31 de maio. Pela lei, a diretoria da Previ deveria ser composta por três diretores eleitos pela instituição e três pelos funcionários. Em caso de empate nas deliberações, a decisão seria do banco, através do voto de minerva.

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