Sindicato do Paraná nega queda expressiva
O aumento da procura pelo ensino público não foi sentido, pelo menos por enquanto, na rede estadual. Segundo a Secretaria da Educação do Paraná (Seed), em 2014 houve 12.486 matrículas provenientes da rede privada. E, no ano passado, foram 13.115 aumento de apenas 5%. Mas, por outro lado, o número de alunos que fizeram o caminho inverso (da rede estadual para a privada) foi muito maior, de 4.533 em 2014 para 7.267, no ano passado crescimento de 60%.
"O ano passado foi atípico por causa da greve dos professores. Preocupados com a possibilidade de os filhos perderem o ano escolar, muitos pais levaram as crianças para as escolas particulares", esclarece Fabiana Campos, superintendente da Educação da Seed. O número de matrículas feitas em 2016 ainda não foi fechado. Será divulgado em duas semanas.
O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinep), Jacir Venturi, diz que a estimativa de queda das matrículas de 10% a 12%, feita pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), é "inaceitável" no Estado. "Estou surpreso com esses números. A pesquisa não tem base estatística confiável", questiona. Ele diz que ainda não é possível fazer a estimativa porque as matrículas de 2016 não se encerraram. E que a projeção feita pelo Sinep para o número de matrículas no Paraná vai de estabilidade até, no máximo, queda de 2%. "Pelas conversas que temos com diretores, principalmente do interior, soubemos que teve escola em que as matrículas cresceram 4%. Devido à prevalência do agronegócio, a economia não sofreu tanto", justifica.
Venturi também não acredita que haja redução tão expressiva nas matrículas no País, como aponta a federação. Ele considera natural haver uma retração pequena, não só pela crise econômica, mas pela taxa de natalidade, que vem caindo ano a ano no País. "Nos anos 1970, a média de filhos por mulher era de 4,3. Em 2015, caiu para 1,7." A queda neste caso, conforme ressalva o presidente do sindicato, vale também para a rede pública. (N.B.)





